Habilitação em terapia floral para cirurgiões-dentistas: uma análise por estados e regiões brasileiras

José de Alencar Fernandes Neto, Thamyres Maria Silva Simões, Jhonatan Thiago Lacerda-Santos, Allyson Martim Medeiros Lira, Maria Helena Chaves de Vasconcelos Catão

Resumo


Introdução: A terapia floral faz parte de um campo emergente de terapias complementares, caracterizado pelo uso de meios menos onerosos, fundado numa visão integral da saúde e, principalmente, por métodos não invasivos e não tóxicos. No Brasil, esta terapia vem ganhando espaço, principalmente a partir da aprovação da Política Nacional de Práticas Integrativas Complementares (PNPIC), que possibilita a articulação entre os sistemas médicos complexos e a medicina tradicional e complementar, visando à prevenção de doenças, recuperação, promoção e racionalização das ações em saúde. Objetivo: avaliar a quantidade de cirurgiões-dentistas habilitados em terapia floral e número de cursos já oferecidos dessa habilitação por estados e regiões do Brasil. Material e Método: Os dados referentes aos números de cirurgiões-dentistas habilitados e a quantidade de cursos de habilitação em terapia floral foram coletados diretamente do site do Conselho Federal de Odontologia (CFO), assim como a distribuição geográfica desses no Brasil. Todos os dados utilizados nesta pesquisa são de acesso público. Resultados: São Paulo detém o maior número de cirurgiões-dentistas habilitados em terapia floral (n=16) e é o estado brasileiro, onde o único curso de habilitação foi ministrado. Por regiões, o Sudeste apresentou o maior número de profissionais habilitados no país (56,8%). No Sul, para cada habilitado existem 5.586,6 cirurgiões-dentistas, enquanto que no Nordeste este número cresce para 16.425. Conclusão: Há poucos cirurgiões-dentistas habilitados e cursos de habilitação em terapia floral em todo o país, tendo maior concentração na região Sudeste, principalmente no estado de São Paulo.

Descritores: Essências Florais; Terapias Complementares; Odontologia; Odontólogos.

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DOI: http://dx.doi.org/10.21270/archi.v8i10.3811

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