Propriedade ansiolítica da Salix alba: uma breve revisão de literatura

Aléxia Araújo Alencar, Lívia da Silva Pereira, Jessika Paiva Medeiros, Lara Danúbia Galvão de Souza, Júlia Kiara da Nóbrega Holanda, Lorena Layanne Pereira Custódio, Abrahão Alves de Oliveira Filho

Resumo


Introdução: A ansiedade consiste em uma série de manifestações mentais e comportamentais, que um indivíduo apresenta em situações percepcionadas como uma ameaça; trata-se de uma resposta genuína ao pré-operatório. A Salix alba, vem sendo avaliada quanto a sua propriedade ansiolítica no tratamento pré-operatório de pacientes portadores de ansiedade leve. Objetivo: Realizar uma revisão de literatura sobre o efeito ansiolítico da espécie Salix alba. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura. Os dados foram coletados durante o mês de setembro de 2018 nas plataformas Google Acadêmico, SciELO, e PubMed utilizando os descritores: Salix alba, ansiedade e fitoterapia. Um total de três artigos preencheu os critérios de elegibilidade e, portanto, foram selecionados e analisados. Resultados: Conhecida popularmente como salgueiro branco, a Salix alba (espécie) pertence ao reino Plantae, a classe Magnoliophyta, a ordem Malpighiales e a família Salicaceae. Apresenta-se na forma de extratos ou como componente farmacêutico da Passiflorine. Os principais constituintes químicos retirados da casca do salgueiro são os glicosídeos fenólicos, como os salicilatos (salicortia, salicina, tremulacila), os quais têm informações etnofarmacológicas que lhes atribuem às propriedades analgésicas, antipiréticas e anti-inflamatórias. Ao ser associada à Passiflora incarnata e à Crataegus oxyacantha, a Salix Alba apresenta-se como um valioso recurso terapêutico para a ansiedade e a insônia em pacientes portadores de ansiedade durante o período pré-cirúrgico. Ademais, os componentes salicílicos contidos na Salix alba também estão associados a sintomas gastrintestinais devido sua ação inibitória sobre a cascata bioquímica do ácido araquidônico, sendo assim, contraindicada para os pacientes com história de alergia a outros anti-inflamatórios não esteroidais, na gravidez e em crianças menores de 12 anos. Conclusão: A espécie Salix alba bastante estudada na literatura científica com relação à sua propriedade ansiolítica, apresenta-se como uma opção terapêutica eficiente no processo pré-cirúrgico na Odontologia.

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