Avaliação do nível de estresse em pacientes com abfração atendidos na clínica de Odontologia da UFCG

Jackstefanny Monelly Bezerra, José Henrique de Araújo Cruz, Allan Alves Andrade, Camila Helena Machado da Costa Figueiredo, Luanna Abílio Diniz Melquíades de Medeiros, Elizandra Silva da Penha, Faldryene de Sousa Queiroz, Gymenna Maria Tenório Guênes

Resumo


Introdução: As abfrações apresentam-se como uma perda irreversível da estrutura dentária na região cervical sem o envolvimento da ação de bactérias e possui etiologia complexa e multifatorial. É uma lesão em formato de cunha e causada por sobrecarga mecânica iniciada pela flexão das cúspides. Objetivo: Avaliar o nível de estresse em paciente com abfração, que foram atendidos na Clínica Escola de Odontologia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Metodologia: O estudo foi do tipo transversal, observacional, com abordagem indutiva e procedimento comparativo e descritivo. Como estratégia de coleta de dados foi utilizado as fichas clínicas, exame clínico e um questionário chamado Inventário de Sintomas de Estresse de Lipp (ISSL). Os dados foram registrados no banco de dados do programa de informática SPSS para Windows 7, versão 13.0 no período de Fevereiro a Julho de 2018. Resultados: A amostra foi por conveniência composta por 47 participantes, sendo 31 (66%) do gênero feminino e 16 (34%) do gênero masculino. De 16 pacientes do gênero masculino, o maior número de participantes (7) apresentavam-se em fase de exaustão (Fase III), e de 31 pacientes do gênero feminino, o maior número (18) também se apresentavam em nível de exaustão. Quando questionados sobre o sistema estomatognático, sem distinção de gênero e podendo marcar mais de uma opção, a tensão muscular foi a mais relatada com 31 assertivas (35%). Conclusão: Portanto, os pacientes com abfração apresentavam-se com altos níveis de estresse, do qual esse estresse pode acarretar em outras lesões na cavidade bucal.

Descritores: Análise do Estresse Dentário; Dentística Operatória; Odontologia.

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DOI: https://doi.org/10.21270/archi.v9i1.4676

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