Avaliação da qualidade de vida, sintomas osteomusculares e fadiga em policias militares

Jefferson dos Santos Monteiro, Alex Alexandre de Souza, Weslley Barbosa Sales, Renata Ramos Tomaz

Resumo


Introdução: O Policial Militar, que faz parte do quadro da Rádio Patrulha, é o profissional da área da segurança pública que tem em sua atividade o risco iminente a sua integridade física e psíquica. Objetivo: Avaliar a qualidade de vida, sintomas osteomusculares e fadiga em Policias Militares (PMS) da 1° Companhia de Rádio Patrulha lotados no 4° Batalhão de Policia Militar de Guarabira/PB. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo do tipo descritiva, transversal, de natureza quali-quantitiva com amostra de 33 Policiais de ambos os sexos. Foram analisados através de um questionário de perfil sociodemográfico, do questionário qualidade de vida SF-36 (Medical Outcomes Study 36 – Item Short – Form Health Survey), da Escala de Fadiga de Chalder e o questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares. As análises foram realizadas através de estatística descritiva e não paramétrica. Resultados e Discussões: Apresentaram índices satisfatórios entre os domínios de Qualidade de Vida, entretanto foram os domínios “Vitalidade” (58,79) e “Dor” (65,67) que tiveram as menores pontuações. Pelo cálculo bimodal do questionário de fadiga de Chalder, identificou-se a presença de fadiga em 36,36% dos PMS. A região lombar foi área do corpo mais acometida por sintomas osteomusculares, enquanto o cotovelo foi a menor. Conclusões: Possibilitou estabelecer uma correlação entre os questionários da fadiga de Chalder e qualidade de vida SF36, onde se constatou que o domínio vitalidade foi o que mais apresentou uma forte correlação invertida e significativa entre as fadigas. Diante desse estudo, recomenda-se que equipe multidisciplinar em saúde acompanhem esses profissionais.

Descritores: Polícia; Qualidade de Vida; Fadiga; Transtornos Traumáticos Cumulativos; Ergonomia.

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DOI: https://doi.org/10.21270/archi.v9i1.4967

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