A realidade da dependência química e de suas modalidades terapêuticas

Thales Batista de Oliveira, Elerson Gaetti-Jardim Júnior, Júlia Moro Destro, Tatiany Aparecida de Castro, Christiane Marie Schweitzer

Resumo


A utilização de drogas tem início com a formação das sociedades complexas, mas a civilização financeiro-industrial criou condições favoráveis para sua transformação em atividade econômica, lícita ou ilícita. O presente estudo objetivou avaliar a relação entre dependência química e vínculos sociais, comparando a realidade local com a descrita na literatura. Foram consultadas as bases LILACS, BIREME e PubMed, selecionando-se 32 artigos publicados entre 1985 e 2017. Questionários de dependentes químicos de ambos os gêneros, preenchidos entre 2010 e 2015 foram utilizados e comparados com a literatura. Observou-se que entre os mais jovens não existe nenhuma diferença entre gêneros, ao passo que para as mulheres com mais de 40 anos a dependência era principalmente ao álcool e tabaco. Apenas 15% dos 260 dependentes em clínicas de desintoxicação mostravam concordar plenamente com sua internação. Histórico de abandono e violência foram frequentes (66,9%) e estiveram associados ao consumo de 3 ou mais drogas. A idade inicial do consumo de álcool e a desestruturação familiar são elementos propulsores da dependência a drogas ilícitas. Internações recorrentes foram mais frequentes em famílias com maior renda e escolaridade, refletindo o acesso a esse recurso. Os dependentes não institucionalizados evidenciam uma clara relação entre a violência, criminalidade e o consumo dessas drogas. A dificuldade de romper com o círculo fechado, em que se debate o problema, justifica as abordagens sociais e educativas sérias para prevenção e não apenas para o marketing político (CEP 82186)

Descritores: Controle de Medicamentos e Entorpecentes; Tratamento Farmacológico; Síndrome de Abstinência a Substâncias.


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