Associação entre a sintomatologia dolorosa e a disfunção temporomandibular

Wyllka Cyntya Galvão da Silva, Karolinne Domingos Medeiros, Eloisa Cesário Fernandes, Sandja Gabriela Oliveira, Caio Rodrigues Maia, Laio Costa Dutra, Eduardo Jose Guerra Seabra

Resumo


Introdução: A Disfunção Temporomandibular (DTM) é um quadro patológico que afeta o sistema estomatognático e, frequentemente, acompanhada de dor. Objetivos: Aferir o nível de dor dos pacientes portadores de DTM e a prevalência de sintomatologia articular e muscular. Percebeu-se que a relação entre a origem da DTM e a sintomatologia dolorosa é pouco relatada na literatura. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, observacional de corte transversal, desenvolvido com 30 pacientes com DTM, diagnosticado pelo Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (RDC/TMD). A amostra foi determinada pelas estimativas de atendimento. A associação entre a sintomatologia e a origem da DTM foram verificadas através do teste qui-quadrado, com intervalos de confiança (95%). Foi usada uma ficha clínica para a coleta de dados com idade, gênero e nível da dor, que foi aferido através da Escala Visual Analógica de dor. Resultados: Constatou-se que 26 pacientes eram do sexo feminino e 4 do sexo masculino. Quinze apresentaram idade inferior a 36,5 anos, e os outros uma idade superior a esta. Quanto a origem da DTM, 19 tinham desordem articular e 11 muscular. A categoria moderada foi o nível mais prevalente, seguida do intenso. Determinou-se que não houve associação estatisticamente significante entre as variáveis deste estudo com a DTM. Conclusão: Constatou-se que, os fatores etiológicos analisados isoladamente não influenciam de forma única no desenvolvimento da DTM, mas poderão atuar em conjunto com outros fatores, já que a sua causa é multifatorial.

Descritores: Dimensão Vertical; Boca Edêntula; Dor Facial; Síndrome da Disfunção da Articulação Temporomandibular.

Referências

  1. Dworkin SF, LeResche L. Research diagnostic criteria for temporomandibular disorders: review, criteria, examinations and specifications, critique. J Craniomandib Disord. 1992;6(4):301-55.
  2. Gonçalves DAG, Bigal ME, Jales LCF, Camparis CM, Speciali JG. Headache and symptoms of temporomandibular disorders: an epidemiologic study. Headache. 2010;50(2):231-41.
  3. Piccin CF, Pozzebon D, Chiodelli L, Boufleus J, Pasinato F, Corrêa ECR. Aspectos clínicos e psicossociais avaliados por critérios de diagnóstico para disfunção temporomandibular. Revista Cefac. 2016;18(1):113-19.
  4. Winocur E, Emodi-Perlman A. Occlusion, orthodontic treatment and temporomandibular disorders: myths and scientific evidences. in: Orthodonthics-basis aspects and clinical considerations. In Tech. 2012.
  5. Jorge JMS, Dini C, Santos L, Camara de Bem SH, Custodio W. Associação entre dimensão vertical de oclusão e transtornos temporomandibulares. ClipeOdonto – UNITAU. 2016;8(1):44- 50.
  6. Bayma PTC, Feltrin PP, Dias CAS, Costa JF, Laganá DC, Inoue RT. Temporomandibular disorders in otolaryngology patients. RGO (Porto Alegre). 2010;58(3):313-17.
  7. Martinez JE, Grassi DC, Marques LG. Análise da aplicabilidade de três instrumentos de avaliação de dor em distintas unidades de atendimento: ambulatório, enfermaria e urgência. Rev Bras Reumatol. 2011;51(4):299-308.
  8. Slade GD, Ohrbach R, Greenspan JD, Fillingim RB, Bair E, Sanders AE et al. Painful temporomandibular disorder: decade of discovery from OPPERA studies. J Dental Res. 2016; 95(10):1084-92.
  9. Rauhala K., Oikarinen KS, Raustia AM. Role of temporomandibular disorders (TMD) in facial pain: occlusion, muscle and TMJ pain. Cranio. 1999;17(4):254-61.
  10. Manfredini D, Favero L, Gregorini G, Cocilovo F, Guarda-Nardini L. Natural course of temporomandibular disorders with low painrelated impairment: a 2-to-3-year follow-up study. J Oral Rehabil. 2013;40(6):436-42.
  11. Freitas LS. Associação da disfunção Temporomandibular com o polimorfismo 102T-C do gene receptor da serotonina HTR2A [tese]. São José do Rio Preto: Faculdade de Medicina do São José do Rio Preto – FAMERP; 2011.
  12. Tanaka E, Detamore MS, Mercuri LG. Degenerative disorders of the temporomandibular joint: etiology, diagnosis, and treatment. J Dent Res. 2008;87(4):296-307.
  13. Lopes PRR, Campos PSF, Nascimento RJM. Dor e inflamação nas disfunções temporomandibulares: revisão de literatura dos últimos quatro anos. R Ci med biol. 2011;10(3):317-25.
  14. Wang X, Guo H, Wang Y, Yi X. The effects of estrogen on cytoplasmic ca2+ concentration of masticatory muscles myoblast in acid condition. 5th International Conference on Bioinformatics and Biomedical Engineering (iCBBE); 10-12 May 2011; Wuhan, China. Anais. Disponível em http://www.icbbe.org/2011/Proceeding2010.aspx.
  15. Cairns BE. Pathophysiology of TMD Pain—Basic Mechanisms and Their Implications for pharmacotherapy. J Oral Rehabil. 2010; 37(6):391-410.
  16. Portinho CP, Razera MV, Splitt BI, Gorgen ARH, Faller GJ, Collares MVM. Apresentação clínica inicial em pacientes com disfunção Temporomandibular. Rev Bras Cir Craniomaxilofac. 2012;15(3):109-12.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.21270/archi.v9i1.4667

Indexação em Base de Dados (Catálogo de Revistas Científicas)
  • BBO - Bibliografia Brasileira de Odontologia
  • BVS – Biblioteca Virtual em Saúde
  • BIREME - Portal de Revistas Científicas em Ciências da Saúde
  • LATINDEX - Sistema Regional de Información en Línea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe
  • SEER - Diretório de Revistas Brasileiras em SEER
  • DIADORIM - Diretório de Políticas de Acesso Aberto das Revistas Científicas Brasileiras
  • PKP - Public Knowledge Project
  • SCHOLAR GOOGLE