Estereótipos sobre os idosos: o papel da Universidade na redução do ageismo

Moacir José Rossini Neto, Maria Cristina Rosifini Alves Rezende, João Pedro Justino de Oliveira Limírio, Angelo Camargo Dalben, Maria Isabel Rosifini Alves Rezende, Letícia Maria Pescinini-Salzedas, Laís Maria Pescinini-E-Salzedas, Leda Maria Pescinini Salzedas

Resumo


Introdução: O termo ageismo é definido como uma forma de intolerância relacionada com a idade por meio de estereótipos, ou seja, qualquer pessoa poderia ser alvo de discriminação pela idade que tem, sendo os idosos um dos grupos mais vulneráveis. Teoricamente qualquer pessoa pode ser atingida pelo ageísmo ao longo de sua vida, desde que viva o suficiente para envelhecer. Objetivos: O propósito desse trabalho foi apresentar o papel das Universidades no combate ao ageísmo. Métodos: Para a elaboração do presente trabalho as seguintes etapas foram percorridas: estabelecimento da hipótese e objetivos do estudo; estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão de artigos (seleção da amostra). Formulou-se a seguinte questão: as Universidades contribuem para a redução do ageísmo?  Os artigos foram selecionados utilizando a base de dados The National Library of Medicine, Washington DC (MEDLINE – PubMed) e Google Scholar. As estratégias utilizadas para localizar os artigos tiveram como eixo norteador a pergunta e os critérios de inclusão da revisão, previamente estabelecidos para manter a coerência na busca dos artigos e evitar possíveis vieses. Como descritores foram utilizados os termos “Ageísmo”, “Universidades”; Expectativa de Vida” e “Relação entre Gerações”, acordando com o Decs.  Os critérios de inclusão foram artigos publicados em inglês, espanhol e português com os resumos disponíveis, no período compreendido entre 1990-2020. A partir da pesquisa preliminar nas bases de dados, leitura do título e resumo, 20 artigos foram selecionados para leitura na íntegra.  Resultados: A Universidade, por meio de seus projetos de extensão universitária voltados aos idosos tem contribuído para redução das atitudes que nutrem papéis sociais estereotipados com base na idade das pessoas. Conclusões: As atividades universitárias voltados ao idoso têm contribuído para redução dos estereótipos mantidos pela sociedade e pelos próprios indivíduos com 60 anos ou mais, contribuindo não só para o bem estar e qualidade de vida desse segmento, como também para que a sociedade se beneficie do contato positivo intergeracional.

Descritores: Ageísmo; Resiliência Psicológica; Universidades; Expectativa de Vida; Relação entre Gerações; Qualidade de Vida.

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DOI: https://doi.org/10.21270/archi.v9i1.5098

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