A relação entre a atuação odontológica e o desenvolvimento de pneumonia em indivíduos internados nas unidades de terapia intensiva (UTI)

  • LRS Silva
  • MN Santos
  • SO Parreiras
  • AA Foggiato

Resumo

O objetivo do estudo foi buscar evidências sobre a prática da Odontologia Hospitalar e o avanço do prognóstico de pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), com ênfase na instalação da pneumonia nosocomial. Foram selecionados estudos acerca da Odontologia Hospitalar em UTI, com a combinação das seguintes palavras: “Odontologia Hospitalar”, “Pneumonia” e “Unidade de Terapia Intensiva”. A maioria dos estudos mostra que a condição bucal dos pacientes internados em UTI tem influenciado na evolução do quadro dos mesmos. Uma das explicações se deve ao fato de que pacientes internados possuem uma maior colonização do biofilme bucal por patógenos respiratórios, que podem ser uma fonte de infecção, uma vez que as bactérias presentes na boca podem ser aspiradas e causar pneumonia. A pneumonia adquirida em hospital é a causa principal das infecções hospitalares de pacientes sob ventilação mecânica em UTI, a qual corresponde cerca de 15% de todas as infecções nosocomiais e é responsável por 20 a 50% de óbitos. Além disso, o tratamento periodontal básico realizado de forma frequente em torno de 4 a 5 vezes por semana apresenta uma incidência de infecção respiratória de 8,7%, versus 18,1% de pacientes que foram submetidos a higiene bucal com maiores intervalos entre os atendimentos. Conclui-se que houve redução do tempo de internação dos pacientes e da incidência de pneumonia através do controle de infecção oral realizado por cirurgião-dentista habilitado no ambiente hospitalar.

Descritores: Unidade Hospitalar de Odontologia; Pneumonia; Unidade de Terapia Intensiva.

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Publicado
2017-05-16
Como Citar
Silva, L., Santos, M., Parreiras, S., & Foggiato, A. (2017). A relação entre a atuação odontológica e o desenvolvimento de pneumonia em indivíduos internados nas unidades de terapia intensiva (UTI). ARCHIVES OF HEALTH INVESTIGATION, 5. Recuperado de https://archhealthinvestigation.com.br/ArcHI/article/view/2201