OPGr o1o - Análise epidemiológica da farmacoterapia prescrita à idosos institucionalizados

Autores

  • ALMA Donine
  • PC Araújo
  • RM Arcieri
  • AJI Garbin
  • CAS Garbin

Resumo

O desenvolvimento de patologias crônicas aumenta com o avançar da idade, bem como a quantidade de medicamentos administrados, desafiando o SUS nos âmbitos da gestão em saúde, dispensação de fármacos e farmacoepidemiologia.  Dentro deste contexto, este estudo transversal objetivou descrever a farmacoterapia prescrita aos idosos pertencentes a duas instituições de longa permanência, em 2016. O universo amostral desta pesquisa compreendeu 117 internos. Para a coleta de dados foram analisados integralmente os prontuários de cada asilo, sendo que todos os produtos farmacêuticos industrializados e fórmulas magistrais de uso crônico administrados no mês anterior ao início da coleta foram incluídos no banco de dados e classificados segundo o sistema de classificação Anatomical Therapeutical Chemical (ATC). Foram administrados 691 medicamentos, sendo que os princípios ativos mais prescritos foram: omeprazol (5,8%), hidroclorotiazida (3,6%), losartana (3,1%), ácido acetilsalicílico (3%) e vitamina do complexo B (2,9%). De acordo com a classificação ATC, a maior parte dos medicamentos registrados era de ação no sistema nervoso (34,2%), seguido do aparelho cardiovascular (26,4%), e aparelho digestivo e metabolismo (20%). Os psicolépticos (14,4%), antiepilépticos (7,6%), drogas para desordens relacionadas à acidez (7,6%), diuréticos (7%) e psicoanalépticos (6,7%) foram as classes terapêuticas mais prescritas. Destaca-se ainda, a alta prevalência de prescrições das classes farmacológicas dos antipsicóticos (12%) e das drogas para úlcera péptica e refluxo gastroesofágico (7,7%). Dessa forma, é possível concluir que os idosos institucionalizados utilizam de forma mais prevalente medicamentos de ação no sistema nervoso, com o objetivo de alcançar a sedação (psicolépticos), através do emprego de antipsicóticos. Sugere-se ainda incremento de pesquisas em farmacoepidemiologia, a fim de melhor direcionar as estratégias em saúde    do SUS.

Descritores: Uso de Medicamentos; Idoso; Farmacoepidemiologia.

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Publicado

2017-12-30

Como Citar

Donine, A., Araújo, P., Arcieri, R., Garbin, A., & Garbin, C. (2017). OPGr o1o - Análise epidemiológica da farmacoterapia prescrita à idosos institucionalizados. ARCHIVES OF HEALTH INVESTIGATION, 6. Recuperado de https://archhealthinvestigation.com.br/ArcHI/article/view/2450